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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Hairspray e a quebra dos padrões








Tracy Turnblad (interpretada pela atriz Nikki Blonsky) é uma jovem dos anos 60 que ama dançar e pretende se tornar famosa com isso. Ela A-M-A o programa de dança "The Corny Collins Show", por isso espera ansiosamente as férias para ficar ensaiando passos com sua melhor amiga Penny (interpretada pela renomada Amanda Bynes). 


Quando uma das meninas do programa fala que vai ficar fora por um tempo, Tracy decide ir atrás de seus sonhos e tenta ir pra seleção, mas acaba se deparando com Velma Von Tussle, uma mulher arrogante e preconceituosa que, junto com um outro homem, é a produtora do négocio. Velma não admite que uma menina "fora dos patrões" apareça em seu show.






Em uma detenção, Tracy acaba conhecendo um grupo de alunos que aparecem na TV apenas no Dia do Negro e fica impressionada com a coreografia deles. Junto com eles, ela vai ensaiando uns passos e atrai Link Larkin (interpretado por Zac Efron, sim, o "Troy" de High School Musical), que é o garoto dos sonhos de todas as garotas que assistem o "The Corny Collins Show". Mas nem tudo são flores: Link namora Amber, a filha da megera.



Tracy acredita que todos os dias deveriam ser como o 'Negro Day'", que não deveria haver esta separação racial e que os números performáticos merecem ser integrados. Isso assusta os produtores do programa, que acham isso um absurdo, mas ao mesmo tempo agrada o público, que começa a votar nela para ser a próxima "Miss Teen Hairspray"!

Com a participação dela na TV, as meninas não querem mais mais ficar seguindo os padrões das mesmas meninas magras, loiras e altas, mas sim da "gordinha" que já chegou arrasando no show e quebrando os padrões. Ela não tinha medo de ser ela mesma.

Esse filme retrata super explicitamente a criação de padrões pela mídia. Aquele mundinho de apenas brancos magros loiros e/ou com olhos claros abre espaço para os "fora do padrão": negros (mesmo que só no Dia do Negro) e a "gordinha" que veio desnaturalizar esses esteriótipos.

O filme mostra a influência que a mídia tem, ao criar esses padrões, na mente das pessoas: a mãe de Tracy não saía de casa desde os anos 50 porque era gorda, e dizia que só sairia quando perdesse uns quilinhos. Ela deixava de viver o mundo a fora para não se sentir envergonhada por não ser como os padrões queriam! 



Tracy, apesar de toda sua ousadia, lá no fundo também temia não poder ficar com o garoto de seus sonhos, já que ela não era o "tipo de garota" com quem aquele "tipo de garoto" saíria. Bom, o que ela não sabia era que exatamente ela não ser igual a todo mundo era o que mais chamava a atenção de Link.






Penny, a melhor amiga de Tracy, se apaixona por um garoto negro, e sua mãe (assim como outros) ficam um tanto quanto surpresos com o namoro dos dois. Penny, aproveitando toda esta revolução na quebra de modelos, beija o garoto ao vivo no programa. Afinal, o que havia de tão errado nisso?


A questão do preconceito com pessoas obesas e a segregação racial nos anos 60, principalmente na mídia, são os focos desse flme. Retrata os problemas emocionais causados pela discriminação (como a baixa auto-estima da mãe de Tracy), a mínima ,quando não nula, participação dos negros na TV.

Além disso, a obra cinematográfica também retrata o outro lado da moeda, mostrando como a os donos dos meios de comunicação (os que dominam a indústria cultural) ficaram sem direção e extremamente irritados quando viram que não era mais só a elite que estava sendo retratada na televisão. No filme, a produtora se revolta e acaba com o pequeno espaço que os negros tinham para dançar no Dia do Negro no programa, e eles, liderados pela inspiradora 
Tracy Turnblad, vão para as ruas mostrarem que sim, eles tem voz!



No final, os "fora do padrão" invadem o programa e tomam conta de tudo! Todos dançam, cantam, se expressam sem medo de serem felizes.

Acompanhe aqui o trailer, só pra dar um gostinho antes de ver o filme:






Fontes:

http://literaturaecine.blogspot.com.br/2012/05/hairspray-em-busca-da-fama-2007.html
http://www.papodecinema.com.br/filmes/hairspray-em-busca-da-fama
https://66.media.tumblr.com/tumblr_lw4k0pVi7k1r6paolo1_500.gif
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhmRP79u3W9e26om-gNHsqRR-tQIdYe5i28nvKvzWSo0tv_HX6wim-xoj_v1ZToPueMT-OArKl_fSDxY1rX3ame6m0-1dClu5Ig1Juma3ajUpBwU5tv0iA0mlV9PCiHtcRrytEBKM8whVuf/s1600/Hairspray-2007-Queen-Latifah-Nikki-Blonsky-march.png
https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwj4wdG_46bOAhVJvZAKHS0lBLYQjRwIBw&url=https%3A%2F%2Fwww.tumblr.com%2Ftagged%2Fgif%253Ahairspray&bvm=bv.128617741,d.Y2I&psig=AFQjCNFHFVLr64TDEQzVANgBZm0X6JNiWQ&ust=1470364556148379


Feito por: Letícia Rocha

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Jogos Vorazes e a mídia manipuladora




Jogos Vorazes é um filme que retrata 12 distritos que são comandados por um regime totalitário. E, para controlar a população, a capital realiza os jogos, em que um menina e um menino de cada distrito são escolhidos para participar destes. Eles tem que lutar (na arena) até que apenas um sobreviva. Os tais jogos são passados para todos, sendo um reality show.





 Com o objetivo de salvar sua irmã caçula, a jovem Katniss Everdeen (interpretada pela renomada Jennifer Lawrence) se oferece para participar da competição no lugar de sua irmã. Assim, ela acaba contando com a companhia de Peeta Melark (interpretado por Josh Hutcherson), desafiando o sistema dominante. 




Com a realização da competição, as pessoas ficam "vidradas" apenas nos jogos e esquecem os problemas que as circundam. O reality show se torna o foco de toda a população; acompanhar os jogos, conhecer os participantes, ver quem vai vencer. Logo, os "jogos vorazes" seriam uma estrategia da Capital para controlar todos os distritos. 




Enquanto a capital vive no luxo e na riqueza, vivendo do bom e do melhor, pessoas nos distritos às vezes tem que roubar um pão par sustentar a família; mas quando os Jogos Vorazes começam, todos esquecem dos problemas sociais e focam no reality show, enquanto a Capital vai adquirindo cada vez mais poder. Isto é exatamente o que acontece com a sociedade e os donos dos veículos de comunicação (mídia - TV, rádios, etc), não é mesmo?




Outro fato importante é que muitas das vezes a Capital às vezes mandava pessoas falarem para o povo coisas que não eram verdade, mas que, para alienar o povo e omitir a verdadeira situação, eles falavam. Muitas das vezes estas pessoas não queriam falar, não queriam mentir, mas devido à pressão (muitas das vezes super severa) eles eram obrigados. Visto isso, a manipulação da Capital através da mídia é indiscutível.

 A relação dos jogos vorazes com a vida real é que nos jogos há uma manipulação constante da mídia (no caso no filme sendo representado pela Capital) sobre as população dos distritos fazendo assim com que a população esteja totalmente subordinada e alienada. E esta alienação se apresenta na nossa vida por meio da televisão e internet, por exemplo, que priorizam os assuntos de divertimentos em detrimento de assuntos de relevâcia, escondendo a corrupção por exemplo.


Feito por: Letícia Rocha, Clarice Dupont e Isabela da Silva


domingo, 12 de junho de 2016

The DUFF: Você conhece, tem ou é




The Duff é um filme americano lançado em 2015 baseado no romance (de mesmo nome) de Kody Keplinger. Conta com a participação de estrelas de cinema Mae Whitman, Robbie Amell e Bella Thorne, por exemplo. Por ser um filme de adolescente, a primeira coisa que você pode pensar é naqueles filmes fúteis e clichês, com líderes de torcida e astros do futebol, mostrando a busca ardente por popularidade feita pela maioria dos jovens. Então... Duff não é bem assim.



O filme veio para quebrar os padrões. Bianca (personagem principal, interpretada por Mae Whitman) é uma aluna do ensino médio. Ela é baixinha, não tem corpo de modelo e veste casacos largos, além de ser super irônica e engraçada. Está sempre acompanhada de duas melhores amigas (Jess e Casey, que por sinal eram bem atraentes e populares), tem sempre as melhores notas e mal pode esperar para o último ano de escola acabar, junto com todas as disputas por popularidade e pelos meninos. Bianca sabe que ela está longe de ser a menina mais popular da escola, ou a mais bonita. Até então, nunca tinha se importado com o que as pessoas achavam ou deixavam de achar dela. Bom, pelo menos até então.

Em uma festa, seu vizinho/colega de escola Wesley Rush, que ela considera o cara mais nojento e mulherengo, a chama de Duff (Designated Ugly Fat Friend, que no filme é traduzido como Desengonçada, Útil, Feia e Fofa). Como uma Duff, ela só era chamada para conversar ou para qualquer coisa por ser a forma mais fácil de conseguir favores e abordar as suas amigas, que eram lindas. Bianca fica arrasada, mas ela logo admite que Wes está certo. De impulso, ela descarrega sua raiva para fora em Jess e Casey, retirando-as das redes sociais e passando a andar sozinha.




E é aí que o filme fica interessante: Bianca decide virar esse jogo e pede a ajuda de Wesley para ser finalmente o alvo de interesse e não a amiga feia. Como ele precisa passar em Biologia, ele aceita ajudá-la e eles fazem um acordo. Bianca compra roupas novas e aprende a se comportar da maneira que “as meninas atraentes” agem, tudo com a ajuda de Wesley. Você pode estar pensando “Tá, então é mais um filmezinho em que a garota quer ser popular”. Calma.

Depois de uma série de cenas engraçadas, de cyberbullying e de desilusões amorosas, Bianca finalmente toma uma decisão. Irritada com tudo que estava passando, ela se reúne com suas amigas, que sempre foram verdadeiras amigas para ela e que, juntamente com sua mãe compreendedora, a convencem a ir ao baile com elas. Chegando lá, agora confiante de si mesma, Bianca diz à uma garota (que sempre praticou bullying com ela) que todos nós somos Duffs e que devem ser fiéis às nossas próprias identidades. 

 
Como deu para perceber, esse filme é perfeito para discutir a influência que a mídia tem sobre a vida das pessoas, principalmente dos jovens. São tantos disparos de informações sobre o jovem que ele acaba querendo seguir tanto as tendências e se esquece da sua essência, de sua real personalidade.

Ensino Médio, como quase toda pessoa sabe, é uma época difícil. Você precisa decidir o que quer fazer na sua “vida adulta”, mas quer curtir antes que ela chegue. É também uma época em que, normalmente, há uma busca incessante para conseguir se encaixar nos padrões que os meios de comunicação impõem, seja no peso, nas roupas ou ate mesmo nas atitudes.


O filme tenta exatamente “tirar as vendas” desse público, mostrando que não há nada de errado na sua personalidade. São tantos disparos de informações sobre o jovem que ele acaba querendo seguir tanto as tendências e se esquece da sua essência, do que realmente é.
Assim, o filme procura romper com todos esses “rótulos” e mostrar que:

A mídia cria esteriótipos e preconceitos para padronizar as pessoas. Isso é tão sério que são muitos os jovens que entram sofrem bullying, entram em depressão e até se suicidam por não se acharem “adequados” aos padrões impostos.
Com a humanização dos atletas, a valorização de uma estética alternativa aos padrões massivos da mídia e a possibilidade de navegar entre “rótulos” distintos nas escolas, esses “padrões” são evidenciados e até parodiados.Assim, o filme procura romper com todos esses “rótulos” e mostrar que:











Feito por: Letícia Rocha