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quarta-feira, 27 de julho de 2016

A globalização e a mídia


Para começar, globalização é a busca pela expansão de mercados consumidores, processo que é facilitado pelos avanços da revolução técnico-cintífica (RTC). Isto acontece desde o século XVI, com a expansão marítima e comercial para conquistar mercados. 

Tá, mais o que isso tem a ver com a mídia hoje?

 Deixa eu explicar: com os avanços na RTC, há uma integração mais plena e rápida no mundo, é como se "a distância fosse suprimida pelo tempo". Isto aumenta o fluxo material (produtos, tipo carros e roupas) e imaterial (capital e informações). 

Estes avanços tecnológicos proporcionam a propagação de informação em tempo real, como quando você, aqui do Brasil, manda uma mensagem no Whatsapp para alguém que está na China e esta pessoa responde instantaneamente.



Aí entra a mídia. Os veículos de comunicação entram em ação para disseminar informações e vender seus produtos, seja através da TV, da internet, dos jornais ou rádios. Você facilmente consegue saber de uma polêmica que acontece do outro lado do mundo sem ao menos precisar ir para lá. Você também pode comer no Mc Donald's tanto aqui no Brasil como em praticamente qualquer lugar no mundo, por exemplo. Assim, os donos desses veículos mundiais, normalmente dos países mais poderosos, como os EUA, utilizam-os para propagar sua cultura e costumes. Isto é nítido ao ver pessoas que almejam produtos caros só porque "são do exterior".

Isto pode ser visto com a moda do uso de produtos da marca norte-americana Nike. Ela é cara, mas quem a usa normalmente é "bem visto". Isto se popularizou de uma tal forma que são vendidos produtos até pirateados na rua com a marca falsa da Nike, só para a pessoa poder comprar e dizer que tem algo da marca. É apenas um casaco; é apenas um tênis: mas tem uma marca norte-americana estampada.



 


A mídia não apenas reproduz produtos internacionais, mas também ideologias, marcas, modos de vida. Um comercial de um produto dos EUA, por exemplo, não apenas induz à compra do produto, mas reproduz o estilo de vida deles, e faz com que pessoas ao redor do mundo o queiram ter também. Isto não é só mostrado em comerciais ou anúncios, mas também em programas de TV, na expansão de multinacionais, em filmes, músicas entre outros.





 Ter costumes e usufrir de produtos dos países mais desenvolvidos se torna uma forma de elevar seu status social. Assim, há um processo de homogenização cultural, em que a cultura e costumes daqueles que tem maior poder econômico e portanto, tem maior influência, são disseminados facilmente e acabam "ofuscando" as culturas consideradas menores ou inferiores. Ou seja, a globalização proporciona um maior alcance da mídia, atingindo escala mundial. O mundo parece ser menor, tudo parece mais interligado, e assim as ideologias são muito mais rápidas de serem espalhadas pela sociedade. 







Fonte das imagens:
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Feito por: Letícia Rocha

quarta-feira, 13 de julho de 2016

O plebiscito do Brexit e a xenofobia

Recentemente, o Reino Unido realizou um plebiscito para saber se sua população queria a permanência ou a saída do bloco econômico da União Europeia (um acordo que permite a livre circulação de serviços, capitais e PESSOAS entre os países participantes). O problema é que essa votação é feita num período em que toda a Europa vive um caos com a questão dos refugiados e da caça ao terror, o que foi claramente uma atitude de cunho xenofóbico da maioria que votou “Leave” para sair do bloco.

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Atitude incompreensível de um país que tem enorme número de imigrantes, terceiro no mundo que mais recebe atrás apenas dos EUA e da Alemanha, de acordo com o Daily Mail. Os países que mais enviam esses imigrantes ao Reino Unido são a índia (aproximadamente 315 mil pessoas de 2001-2011) e a Polônia (531 mil no mesmo período). Inglaterra, Escócia, Gales e Irlanda do Norte hoje tem quase o mesmo número de poloneses que a cidade de Cracóvia, a segunda maior do país.


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O plebiscito realizado no Reino Unido no dia 23/06/2016, foi elaborado pelo partido conservador. Essa foi à segunda vez que o povo britânico é convidado a votar sobre a presença do Reino Unido no bloco. A primeira vez foi em 1975, 67% da população do Reino Unido decidiu a permanência dos países no bloco econômico.
Os defensores da saída do Reino Unido  argumentam que a União Europeia traz um déficit democrático e tira a soberania nacional de seus membros. Enquanto os que são favoráveis pela permanência do país, dizem que em um mundo com muitas organizações supranacionais, qualquer perda de soberania é compensada por benefícios da adesão à União Europeia. Para o primeiro grupo, a saída do país permitira que a nação tivesse maior controle da imigração, gerando uma diminuição pela busca de serviços públicos, habitação e emprego; geraria uma economiza de bilhões, devido às taxas pagas pelo país ao bloco; e daria autonomia para o Reino Unido firmar seus próprios acordos comerciais, libertando-se da burocracia e das políticas regulamentadoras da UE, que são classificadas por eles de "desnecessários e caros". O segundo grupo, que querem a permanência do país, listam que a saída do país do bloco geraria um risco a propriedade nos países-membros do Reino Unido; haveria uma diminuição da influência sobre assuntos internacionais; colocaria em risco a segurança nacional, uma vez que o país não contaria com o acesso ao banco de dados comum de criminosos da Europa; além de acabar esbarrando em barreiras comerciais entre o Reino Unido e a União Europeia. Além disso, eles ainda argumentam que a decisão de saída, geraria a perda de empregos, atrasos nos investimentos e traria riscos paras empresas britânicas.
Muitos dizem também que um dos fatores para a maioria das pessoas quererem a saída do Reino Unido da EU é pela questão do medo dos ataques terroristas na Europa, e com a saída do Reino Unido da EU, a circulação de pessoas não seria livre e com isso, diminuiria as chances de ataque terroristas em suas áreas.
A votação recebeu 33.578.016 votos, sendo 17.410.742 milhões (51,89%) pedindo a saída do Reino Unido; 16.141.241 milhões (48,11%) pedindo a permanência do Reino Unido; 26.033 (0,08%) dos votos foram brancos ou anulados.
Nesse mapa, podemos as doze regiões que compõem o Reino Unido. As regiões em azul são as que a maioria escolheu sair e em amarelo é a maioria que queria a permanência.
E nessa tabela, podemos ver o resultado por região. (Amarelo = Permanência, Azul = Saída)
Região
Comparecimento
Votos
Proporção
Permanecer
Sair
Permanecer
Sair

Inglaterra com Gibraltar
73,0%
13.266.996
15.188.406
46,6%
53,4%

75,7%
1.448.616
1.880.367
43,5%
56,5%

69,7%
2.263.519
1.513.232
59,9%
40,1%

72,0%
1.207.175
1.755.687
40,74%
59,26%

74,2%
1.033.036
1.475.479
41,2%
58,8%

69,3%
562.595
778.103
42,0%
58,0%

70,0%
1.699.020
1.966.625
46,35%
53,75%

76,8%
2.391.718
2.567.965
48,2%
51,8%

76,7%
1.503.019
1.669.711
47,37%
52,63%

70,7%
1.158.298
1.580.937
42,29%
57,71%

67,2%
1.661.191
1.018.322
62.0%
38.0%

62,9%
440.707
349.442
55,8%
44,2%

71,7%
772.347
854.372
47,5%
52,5%

A saída do Reino Unido da União Europeia está deixando o mundo todo preocupado. A economia do Reino Unido é uma das maiores do mundo e vários países da Europa dependem dela. Além disso, muitos imigrantes dos países da União Europeia vivem no país da rainha. A vida dos estrangeiros que moram por lá pode se tornar muito difícil.  Para o resto do mundo, a União Europeia ficaria fraca e menos atraente para os investimentos e negócios.  Os defensores da saída dizem que o Reino Unido tem gastado dinheiro demais com imigrantes e políticas impostas pelas regras e decisões da União Europeia. Sair seria uma maneira de proteger a economia.

A saída do Reino Unido pode-se dizer que é uma vitória da direita pelos seguintes motivos: vários políticos conservadores lideraram a campanha pela saída; eles consideram que o Reino Unido deve ser mais seletivo com imigrantes, inclusive os da Europa, e ter uma política econômica que não dependa das decisões da União Europeia.




por Gabriel Reis, Gabriela Blanco e Lucas Zózimo

Donald Trump e a xenofobia nos EUA


          

         Com certeza todos conhecem ou pelo menos já ouviram falar de Donald Trump, candidato à presidência dos Estados Unidos, que vem chocando muitas pessoas com suas ideias e campanhas extremamente nacionalistas e xenófobas.
      Mas quem é ele? Donald John Trump é um magnata dos negócios americanos, personalidade de TV e autor. Trump é o fundador da Trump Entertainment Resorts, que opera vários casinos e hotéis pelo mundo.

      Em junho de 2015, Trump anunciou sua candidatura pelo Partido Republicano e desde então, tem conquistado apoio entre a ala ultra-conservadora do país. Mas seus comentários tem atraído a condenação de outros políticos e da mídia mundial.
       Em um de seus pronunciamentos, o concorrente de Hillary Clinton, acusou o México de enviar drogas e estupradores através da fronteira com os EUA. O mesmo ainda acrescentou dizendo que um muro deveria ser construído entre os dois países.

        Donald Trump é só um dos inúmeros exemplos pelo mundo atualmente de como as pessoas vem pregando a intolerância e o preconceito. A mesma situação pode ser vista na forma como os refugiados estão sendo tratados, ou com o resultado do Brexit na Europa. 
        A xenofobia vem aumentando e frequentemente se expressa de forma violenta, com agressões e assassinatos de estrangeiros, mas também em diversos atos cotidianos de discriminação negativa.
        Para o candidato republicano, o resultado do referendo do Brexit reforça a sua estratégia, por representar a força do sentimento “anti establishment” (ponto de vista oposto ao convencional nos aspectos sociais, econômicos e políticos dentro de uma sociedade).
       A pesquisa mais recente, mostra os candidatos Clinton e Trump empatados na preferencia dos eleitores nos estados de Iowa e Ohio.


                               Gabriela Blanco, Lucas Zózimo e Gabriel Reis.