Com esse grande avanço e a diminuição nos custos de acesso à tecnologia, a informação passa a chegar muito mais rápido nas camadas populares da sociedade brasileira e isso pode ser um fator preocupante. Hoje em dia, a tecnologia ampliou o leque dos meios de comunicação fazendo com que a mídia, cada vez mais, controle a nossa vida.
Por exemplo, praticamente todos os brasileiros têm acesso à televisão, aberta pelo menos, e sua grande maioria por isso retrata os costumes passados por ela. Mas é preocupante lembrar que essas redes televisivas são controladas por pequenos grupos, principalmente as famílias Marinho e Abravanel. Além da TV, a população está sempre em contato na internet e lendo notícias online, mas advinha quem é a dona do maior portal de notícias do país? A Globo, da família Marinho.
Esse controle de pequenos grupos sobre o pensamento do brasileiro fica ainda mais evidenciado em tempos de crise política que o nosso país vive, onde algumas pessoas acusam esses meios de comunicação de apoiar "A" ou "B". Com isso, a mídia acaba fazendo a cabeça da população, sendo capaz de tomar medidas absurdas gerando , até uma queda no governo.
O povo brasileiro deveria tomar consciência desse domínio que lhe é imposto e procurar outros meios de comunicações , mesmo que seja difícil se desligar dos costumes. A mídia hoje consegue o que quer, transmitindo o que quer para todos. O Brasil, um país com grandes variedades étnicas, culturais e religiosas, é cada vez mais padronizado pelo fato da comunicação ser concentrada nas mãos de poucos.
por Gabriel Reis, Gabriela Blanco e Lucas Zózimo
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quarta-feira, 27 de julho de 2016
quarta-feira, 13 de julho de 2016
O plebiscito do Brexit e a xenofobia
Recentemente, o Reino Unido realizou um plebiscito para saber se sua população queria a permanência ou a saída do bloco econômico da União Europeia (um acordo que permite a livre circulação de serviços, capitais e PESSOAS entre os países participantes). O problema é que essa votação é feita num período em que toda a Europa vive um caos com a questão dos refugiados e da caça ao terror, o que foi claramente uma atitude de cunho xenofóbico da maioria que votou “Leave” para sair do bloco.
Atitude incompreensível de um país que tem enorme número de imigrantes, terceiro no mundo que mais recebe atrás apenas dos EUA e da Alemanha, de acordo com o Daily Mail. Os países que mais enviam esses imigrantes ao Reino Unido são a índia (aproximadamente 315 mil pessoas de 2001-2011) e a Polônia (531 mil no mesmo período). Inglaterra, Escócia, Gales e Irlanda do Norte hoje tem quase o mesmo número de poloneses que a cidade de Cracóvia, a segunda maior do país.
O plebiscito realizado no Reino Unido no dia 23/06/2016, foi elaborado pelo partido conservador. Essa foi à segunda vez que o povo britânico é convidado a votar sobre a presença do Reino Unido no bloco. A primeira vez foi em 1975, 67% da população do Reino Unido decidiu a permanência dos países no bloco econômico.
Os defensores da saída do Reino Unido argumentam que a União Europeia traz um déficit democrático e tira a soberania nacional de seus membros. Enquanto os que são favoráveis pela permanência do país, dizem que em um mundo com muitas organizações supranacionais, qualquer perda de soberania é compensada por benefícios da adesão à União Europeia. Para o primeiro grupo, a saída do país permitira que a nação tivesse maior controle da imigração, gerando uma diminuição pela busca de serviços públicos, habitação e emprego; geraria uma economiza de bilhões, devido às taxas pagas pelo país ao bloco; e daria autonomia para o Reino Unido firmar seus próprios acordos comerciais, libertando-se da burocracia e das políticas regulamentadoras da UE, que são classificadas por eles de "desnecessários e caros". O segundo grupo, que querem a permanência do país, listam que a saída do país do bloco geraria um risco a propriedade nos países-membros do Reino Unido; haveria uma diminuição da influência sobre assuntos internacionais; colocaria em risco a segurança nacional, uma vez que o país não contaria com o acesso ao banco de dados comum de criminosos da Europa; além de acabar esbarrando em barreiras comerciais entre o Reino Unido e a União Europeia. Além disso, eles ainda argumentam que a decisão de saída, geraria a perda de empregos, atrasos nos investimentos e traria riscos paras empresas britânicas.
Muitos dizem também que um dos fatores para a maioria das pessoas quererem a saída do Reino Unido da EU é pela questão do medo dos ataques terroristas na Europa, e com a saída do Reino Unido da EU, a circulação de pessoas não seria livre e com isso, diminuiria as chances de ataque terroristas em suas áreas.
A votação recebeu 33.578.016 votos, sendo 17.410.742 milhões (51,89%) pedindo a saída do Reino Unido; 16.141.241 milhões (48,11%) pedindo a permanência do Reino Unido; 26.033 (0,08%) dos votos foram brancos ou anulados.
Nesse mapa, podemos as doze regiões que compõem o Reino Unido. As regiões em azul são as que a maioria escolheu sair e em amarelo é a maioria que queria a permanência.
E nessa tabela, podemos ver o resultado por região. (Amarelo = Permanência, Azul = Saída)
Região
|
Comparecimento
|
Votos
|
Proporção
| |||
Permanecer
|
Sair
|
Permanecer
|
Sair
| |||
73,0%
|
13.266.996
|
15.188.406
|
46,6%
|
53,4%
| ||
75,7%
|
1.448.616
|
1.880.367
|
43,5%
|
56,5%
| ||
69,7%
|
2.263.519
|
1.513.232
|
59,9%
|
40,1%
| ||
72,0%
|
1.207.175
|
1.755.687
|
40,74%
|
59,26%
| ||
74,2%
|
1.033.036
|
1.475.479
|
41,2%
|
58,8%
| ||
69,3%
|
562.595
|
778.103
|
42,0%
|
58,0%
| ||
70,0%
|
1.699.020
|
1.966.625
|
46,35%
|
53,75%
| ||
76,8%
|
2.391.718
|
2.567.965
|
48,2%
|
51,8%
| ||
76,7%
|
1.503.019
|
1.669.711
|
47,37%
|
52,63%
| ||
70,7%
|
1.158.298
|
1.580.937
|
42,29%
|
57,71%
| ||
67,2%
|
1.661.191
|
1.018.322
|
62.0%
|
38.0%
| ||
62,9%
|
440.707
|
349.442
|
55,8%
|
44,2%
| ||
71,7%
|
772.347
|
854.372
|
47,5%
|
52,5%
| ||
A saída do Reino Unido da União Europeia está deixando o mundo todo preocupado. A economia do Reino Unido é uma das maiores do mundo e vários países da Europa dependem dela. Além disso, muitos imigrantes dos países da União Europeia vivem no país da rainha. A vida dos estrangeiros que moram por lá pode se tornar muito difícil. Para o resto do mundo, a União Europeia ficaria fraca e menos atraente para os investimentos e negócios. Os defensores da saída dizem que o Reino Unido tem gastado dinheiro demais com imigrantes e políticas impostas pelas regras e decisões da União Europeia. Sair seria uma maneira de proteger a economia.
A saída do Reino Unido pode-se dizer que é uma vitória da direita pelos seguintes motivos: vários políticos conservadores lideraram a campanha pela saída; eles consideram que o Reino Unido deve ser mais seletivo com imigrantes, inclusive os da Europa, e ter uma política econômica que não dependa das decisões da União Europeia.
por Gabriel Reis, Gabriela Blanco e Lucas Zózimo
Jennifer Aniston contra assédio da mídia sensacionalista
"Não estou grávida, estou farta"
A atriz escreveu um artigo no qual critica o "absurdo e perturbador" escrutínio ao qual as mulheres são submetidas diariamente pela mídia. Não é novidade a maneira que as mulheres são tratadas pelos tablóides. Somente tratadas com importância ou dadas alguma atenção quando estão grávidas, quando são flagradas com algum suposto affair ou quando não se encaixam no padrão absurdo de beleza que a elas é imposto. Nunca por suas conquistas ou trabalhos.
Isso às vezes é feito de um jeito tão sutil pela mídia, que pode passar despercebido por muitos. Como por exemplo, se uma atriz está sendo entrevistada, ela com certeza será perguntada mais sobre sua roupa do que sobre seu projeto. Diferentemente do ator, que jamais seria perguntado sobre seu terno ou seu sapato.
Jennifer redigiu uma carta muito interessante sobre a situação, e a mesma pode ser encontrada aqui.
"Somos completas com ou sem um companheiro, com ou sem filhos."
"Somos nós quem temos que decidir, por nós mesmas, o que é bonito quando o assunto é nosso corpo. A decisão é nossa, e só nossa."
"Não precisamos ser casadas ou mães para ser completas. Nós que determinamos nosso próprio 'felizes para sempre'"
Gabriela Blanco
Donald Trump e a xenofobia nos EUA
Com certeza todos conhecem ou pelo menos já ouviram falar de Donald Trump, candidato à presidência dos Estados Unidos, que vem chocando muitas pessoas com suas ideias e campanhas extremamente nacionalistas e xenófobas.
Mas quem é ele? Donald John Trump é um magnata dos negócios americanos, personalidade de TV e autor. Trump é o fundador da Trump
Entertainment Resorts, que opera vários casinos e hotéis pelo mundo.
Em junho de 2015, Trump
anunciou sua candidatura pelo Partido Republicano e desde então, tem
conquistado apoio entre a ala ultra-conservadora do país. Mas seus comentários
tem atraído a condenação de outros políticos e da mídia mundial.
Em um de seus
pronunciamentos, o concorrente de Hillary Clinton, acusou o México de enviar
drogas e estupradores através da fronteira com os EUA. O mesmo ainda
acrescentou dizendo que um muro deveria ser construído entre os dois países.
Donald Trump é só um dos
inúmeros exemplos pelo mundo atualmente de como as pessoas vem pregando a
intolerância e o preconceito. A mesma
situação pode ser vista na forma como os refugiados estão sendo tratados, ou com
o resultado do Brexit na Europa.
A xenofobia vem aumentando e
frequentemente se expressa de forma violenta, com agressões e assassinatos de
estrangeiros, mas também em diversos atos cotidianos de discriminação negativa.
Para o candidato republicano,
o resultado do referendo do Brexit reforça a sua estratégia, por representar a
força do sentimento “anti establishment” (ponto de vista oposto ao convencional
nos aspectos sociais, econômicos e políticos dentro de uma sociedade).
A pesquisa mais recente, mostra
os candidatos Clinton e Trump empatados na preferencia dos eleitores nos
estados de Iowa e Ohio.
Gabriela Blanco, Lucas Zózimo e Gabriel Reis.
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