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quarta-feira, 27 de julho de 2016

A mídia que toma conta de nossas vidas

Com esse grande avanço e a diminuição nos custos de acesso à tecnologia, a informação passa a chegar muito mais rápido nas camadas populares da sociedade brasileira e isso pode ser um fator preocupante. Hoje em dia, a tecnologia ampliou o leque dos meios de comunicação fazendo com que a mídia, cada vez mais, controle a nossa vida.

Por exemplo, praticamente todos os brasileiros têm acesso à televisão, aberta pelo menos, e sua grande maioria por isso retrata os costumes passados por ela. Mas é preocupante lembrar que essas redes televisivas são controladas por pequenos grupos, principalmente as famílias Marinho e Abravanel. Além da TV, a população está sempre em contato na internet e lendo notícias online, mas advinha quem é a dona do maior portal de notícias do país? A Globo, da família Marinho.



Esse controle de pequenos grupos sobre o pensamento do brasileiro fica ainda mais evidenciado em tempos de crise política que o nosso país vive, onde algumas pessoas acusam esses meios de comunicação de apoiar "A" ou "B". Com isso, a mídia acaba fazendo a cabeça da população, sendo capaz de tomar medidas absurdas gerando , até uma queda no governo.

O povo brasileiro deveria tomar consciência desse domínio que lhe é imposto e procurar outros meios de comunicações , mesmo que seja difícil se desligar dos costumes. A mídia hoje consegue o que quer, transmitindo o que quer para todos. O Brasil, um país com grandes variedades étnicas, culturais e religiosas, é cada vez mais padronizado pelo fato da comunicação ser concentrada nas mãos de poucos.




                                                                                por Gabriel Reis, Gabriela Blanco e Lucas Zózimo

quarta-feira, 13 de julho de 2016

O plebiscito do Brexit e a xenofobia

Recentemente, o Reino Unido realizou um plebiscito para saber se sua população queria a permanência ou a saída do bloco econômico da União Europeia (um acordo que permite a livre circulação de serviços, capitais e PESSOAS entre os países participantes). O problema é que essa votação é feita num período em que toda a Europa vive um caos com a questão dos refugiados e da caça ao terror, o que foi claramente uma atitude de cunho xenofóbico da maioria que votou “Leave” para sair do bloco.

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Atitude incompreensível de um país que tem enorme número de imigrantes, terceiro no mundo que mais recebe atrás apenas dos EUA e da Alemanha, de acordo com o Daily Mail. Os países que mais enviam esses imigrantes ao Reino Unido são a índia (aproximadamente 315 mil pessoas de 2001-2011) e a Polônia (531 mil no mesmo período). Inglaterra, Escócia, Gales e Irlanda do Norte hoje tem quase o mesmo número de poloneses que a cidade de Cracóvia, a segunda maior do país.


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O plebiscito realizado no Reino Unido no dia 23/06/2016, foi elaborado pelo partido conservador. Essa foi à segunda vez que o povo britânico é convidado a votar sobre a presença do Reino Unido no bloco. A primeira vez foi em 1975, 67% da população do Reino Unido decidiu a permanência dos países no bloco econômico.
Os defensores da saída do Reino Unido  argumentam que a União Europeia traz um déficit democrático e tira a soberania nacional de seus membros. Enquanto os que são favoráveis pela permanência do país, dizem que em um mundo com muitas organizações supranacionais, qualquer perda de soberania é compensada por benefícios da adesão à União Europeia. Para o primeiro grupo, a saída do país permitira que a nação tivesse maior controle da imigração, gerando uma diminuição pela busca de serviços públicos, habitação e emprego; geraria uma economiza de bilhões, devido às taxas pagas pelo país ao bloco; e daria autonomia para o Reino Unido firmar seus próprios acordos comerciais, libertando-se da burocracia e das políticas regulamentadoras da UE, que são classificadas por eles de "desnecessários e caros". O segundo grupo, que querem a permanência do país, listam que a saída do país do bloco geraria um risco a propriedade nos países-membros do Reino Unido; haveria uma diminuição da influência sobre assuntos internacionais; colocaria em risco a segurança nacional, uma vez que o país não contaria com o acesso ao banco de dados comum de criminosos da Europa; além de acabar esbarrando em barreiras comerciais entre o Reino Unido e a União Europeia. Além disso, eles ainda argumentam que a decisão de saída, geraria a perda de empregos, atrasos nos investimentos e traria riscos paras empresas britânicas.
Muitos dizem também que um dos fatores para a maioria das pessoas quererem a saída do Reino Unido da EU é pela questão do medo dos ataques terroristas na Europa, e com a saída do Reino Unido da EU, a circulação de pessoas não seria livre e com isso, diminuiria as chances de ataque terroristas em suas áreas.
A votação recebeu 33.578.016 votos, sendo 17.410.742 milhões (51,89%) pedindo a saída do Reino Unido; 16.141.241 milhões (48,11%) pedindo a permanência do Reino Unido; 26.033 (0,08%) dos votos foram brancos ou anulados.
Nesse mapa, podemos as doze regiões que compõem o Reino Unido. As regiões em azul são as que a maioria escolheu sair e em amarelo é a maioria que queria a permanência.
E nessa tabela, podemos ver o resultado por região. (Amarelo = Permanência, Azul = Saída)
Região
Comparecimento
Votos
Proporção
Permanecer
Sair
Permanecer
Sair

Inglaterra com Gibraltar
73,0%
13.266.996
15.188.406
46,6%
53,4%

75,7%
1.448.616
1.880.367
43,5%
56,5%

69,7%
2.263.519
1.513.232
59,9%
40,1%

72,0%
1.207.175
1.755.687
40,74%
59,26%

74,2%
1.033.036
1.475.479
41,2%
58,8%

69,3%
562.595
778.103
42,0%
58,0%

70,0%
1.699.020
1.966.625
46,35%
53,75%

76,8%
2.391.718
2.567.965
48,2%
51,8%

76,7%
1.503.019
1.669.711
47,37%
52,63%

70,7%
1.158.298
1.580.937
42,29%
57,71%

67,2%
1.661.191
1.018.322
62.0%
38.0%

62,9%
440.707
349.442
55,8%
44,2%

71,7%
772.347
854.372
47,5%
52,5%

A saída do Reino Unido da União Europeia está deixando o mundo todo preocupado. A economia do Reino Unido é uma das maiores do mundo e vários países da Europa dependem dela. Além disso, muitos imigrantes dos países da União Europeia vivem no país da rainha. A vida dos estrangeiros que moram por lá pode se tornar muito difícil.  Para o resto do mundo, a União Europeia ficaria fraca e menos atraente para os investimentos e negócios.  Os defensores da saída dizem que o Reino Unido tem gastado dinheiro demais com imigrantes e políticas impostas pelas regras e decisões da União Europeia. Sair seria uma maneira de proteger a economia.

A saída do Reino Unido pode-se dizer que é uma vitória da direita pelos seguintes motivos: vários políticos conservadores lideraram a campanha pela saída; eles consideram que o Reino Unido deve ser mais seletivo com imigrantes, inclusive os da Europa, e ter uma política econômica que não dependa das decisões da União Europeia.




por Gabriel Reis, Gabriela Blanco e Lucas Zózimo

Donald Trump e a xenofobia nos EUA


          

         Com certeza todos conhecem ou pelo menos já ouviram falar de Donald Trump, candidato à presidência dos Estados Unidos, que vem chocando muitas pessoas com suas ideias e campanhas extremamente nacionalistas e xenófobas.
      Mas quem é ele? Donald John Trump é um magnata dos negócios americanos, personalidade de TV e autor. Trump é o fundador da Trump Entertainment Resorts, que opera vários casinos e hotéis pelo mundo.

      Em junho de 2015, Trump anunciou sua candidatura pelo Partido Republicano e desde então, tem conquistado apoio entre a ala ultra-conservadora do país. Mas seus comentários tem atraído a condenação de outros políticos e da mídia mundial.
       Em um de seus pronunciamentos, o concorrente de Hillary Clinton, acusou o México de enviar drogas e estupradores através da fronteira com os EUA. O mesmo ainda acrescentou dizendo que um muro deveria ser construído entre os dois países.

        Donald Trump é só um dos inúmeros exemplos pelo mundo atualmente de como as pessoas vem pregando a intolerância e o preconceito. A mesma situação pode ser vista na forma como os refugiados estão sendo tratados, ou com o resultado do Brexit na Europa. 
        A xenofobia vem aumentando e frequentemente se expressa de forma violenta, com agressões e assassinatos de estrangeiros, mas também em diversos atos cotidianos de discriminação negativa.
        Para o candidato republicano, o resultado do referendo do Brexit reforça a sua estratégia, por representar a força do sentimento “anti establishment” (ponto de vista oposto ao convencional nos aspectos sociais, econômicos e políticos dentro de uma sociedade).
       A pesquisa mais recente, mostra os candidatos Clinton e Trump empatados na preferencia dos eleitores nos estados de Iowa e Ohio.


                               Gabriela Blanco, Lucas Zózimo e Gabriel Reis.